A Rede Social de Cascais está a usar a participação para combater a exclusão social

Fonte da imagem: Município de Cascais

No âmbito do Sistema de Participação da Rede Social de Cascais (RSC), iniciou em novembro de 2025 a implementação de um plano de trabalho que visa promover o envolvimento dos cidadãos no combate à pobreza e exclusão social. Esse tem sido suportado por duas frentes de atuação, ambas com o apoio da Oficina, a saber: i) formação sobre participação, que contou com o envolvimento de mais de 50 pessoas provenientes de diferentes entidades da RSC; ii) conceção, implementação e avaliação de processos participativos com públicos em situação de exclusão.

As duas frentes de ação foram definidas como resultado de um diagnóstico e de um plano de trabalho, levado a cabo pela RSC, com o apoio da Associação Oficina, que envolveu todas as entidades e consórcios locais.

A componente alusiva à conceção, implementação e avaliação de processos participativos está, de momento, a ser operacionalizada com algumas das redes de parceria da RSC, em concreto o Conselho Local para a Inclusão em Cascais (CLIC), a Plataforma Envelhecer Melhor em Cascais (PEM), o Núcleo de Planeamento e Intervenção Sem-Abrigo (NPISA) e o Fórum Municipal Contra a Violência Doméstica (FMCVD). Outras se seguirão ao longo do presente ano.

Estas redes manifestaram vontade de avançar para a implementação de processos participativos com os públicos com os quais trabalham, tendo como propósitos aprofundar o envolvimento da comunidade na formulação de medidas e ações, bem como no acompanhamento da sua implementação. Pretende-se, assim, ampliar a participação, estreitar a ligação entre as entidades públicas, privadas e os cidadãos, bem como criar vias de diálogo e de colaboração essenciais para a compreensão mais alargada das diferentes realidades sociais, e para a melhoria da eficácia da resposta social prestada pela RSC.

A Associação Oficina tem reunido, ao longo deste ano, com as redes de parceria para apoiar as organizações na capacitação das suas equipas em metodologias participativas, e na conceção metodológica dos processos participativos a desenvolver.

Este é um trabalho de contínuo aprofundamento e exploração de novas formas de conceber a participação sobre temas prementes e áreas de intervenção essenciais, e de projetar o envolvimento de grupos específicos da população, como pessoas portadoras de deficiência, população sem-abrigo, pessoas com doença mental, população jovem e idosos.    

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